ENS amplia alcance da TechVillage como espaço de aproximação entre corretores e tecnologia

A segunda edição da ENS TechVillage encerrou sua participação no 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros mostrando que a aproximação entre tecnologia e corretagem encontra um público cada vez mais disposto a conhecer, testar e discutir novas ferramentas. Realizado entre 27 e 29 de agosto, no ExpoRio, no Rio de Janeiro, o Congresso recebeu uma versão ampliada da iniciativa criada pela Escola de Negócios e Seguros (ENS) em parceria com a SOSA.
Depois da estreia no ConsegNNE, em março, a TechVillage chegou ao encontro nacional instalada no estande de 270 m² da ENS na Exposeg. O espaço reuniu sete empresas de tecnologia, sendo quatro brasileiras e três internacionais, combinando demonstração interativa de soluções e uma programação dedicada à discussão sobre inovação e inteligência artificial no setor.
A movimentação durante os três dias reforçou a proposta de criar condições para que o corretor tenha contato com a tecnologia além da apresentação comercial, fazendo perguntas, experimentando ferramentas e conversando com quem as desenvolve. Para Victor Bistritzki, PhD Senior Associate da SOSA, essa aproximação atende aos dois lados. Ao mesmo tempo que facilita o acesso do corretor às soluções, permite às empresas compreender melhor suas necessidades e usar essa troca no desenvolvimento das próprias tecnologias.
“É muito importante para essas empresas interagir com o corretor, entender melhor a dor que ele tem, melhorar as tecnologias e também fazer parcerias entre elas”, afirmou Bistritzki, em entrevista à Insurtalks durante o Congresso.
Segbox leva experiência de uso ao espaço
Entre as empresas brasileiras presentes na TechVillage estava a Segbox, que apresentou o Otimize e o SegZap e permitiu que os visitantes experimentassem as soluções durante o evento. O primeiro concentra ferramentas voltadas à presença e às atividades de marketing digital do corretor, enquanto o SegZap utiliza inteligência artificial no WhatsApp para apoiar consultas relacionadas a produtos e apólices.
A participação da empresa também chegou à programação das Salas de Negócios. João Arthur Baeta, CEO da Segbox, integrou o painel “TechVillage em Debate: Inovação na Prática para o Corretor de Seguros”, realizado em 28 de agosto e mediado por Victor Bistritzki. A discussão reuniu empresas participantes do espaço para tratar da incorporação de tecnologia à rotina das corretoras.
Durante o debate, Baeta recuperou uma discussão que acompanha o mercado há anos: a possibilidade de a tecnologia substituir o corretor. Para ele, a experiência das últimas décadas aponta em outra direção. “O corretor não vai ser substituído pelo digital. A esteira de segurado, corretor e seguradora vai continuar por muitos e muitos anos”, afirmou.
Na avaliação do executivo, o papel das ferramentas está sobretudo em retirar tarefas operacionais da rotina para que o profissional possa dedicar mais tempo à relação consultiva com o cliente. Baeta também chamou atenção para uma mudança que ajuda a explicar a receptividade encontrada pela TechVillage nesta edição. Se, anos atrás, falar de insurtechs e digitalização despertava receio entre parte dos corretores, hoje ele percebe maior disposição para conhecer e experimentar novas soluções.
“Acho que essa cultura de inovação no mercado de seguros, principalmente para o corretor, está começando a fazer sentido. A gente não vê mais aquele medo de aderir a uma ferramenta, de aparecer alguma coisa e testar. Percebo que o corretor está mais aberto à inovação”, disse.
Tecnologia mais próxima de quem vai utilizá-la
A presença de empresas internacionais nesta segunda edição acrescentou ainda outra frente, ao colocar soluções interessadas no mercado brasileiro em contato com os profissionais que atuam nele. Para Bistritzki, o componente educacional é uma parte importante dessa aproximação e a TechVillage é um espaço que fortalece esse contato na medida que procura reduzir barreiras para que o corretor converse sobre tecnologia, faça perguntas e compreenda como as ferramentas são desenvolvidas. Em contrapartida, as empresas recebem informações diretamente dos profissionais sobre dificuldades, demandas e possibilidades de aplicação.
Receptividade abre espaço para novas edições
A ampliação da TechVillage em poucos meses indica que a proposta encontrou espaço entre os corretores.Esse interesse também sinaliza uma mudança na forma como a tecnologia entra nas discussões da categoria, cada vez mais associada às possibilidades de uso no negócio e menos ao receio de substituição profissional. Assim, a resposta encontrada nas duas primeiras edições abre caminho para que a iniciativa acompanhe outros encontros da categoria e incorpore novas empresas, tecnologias e discussões a cada realização.


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