Adesivo de campanha no carro pode custar a cobertura do seguro
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Com o início oficial da propaganda eleitoral nas ruas, previsto para 16 de agosto, motoristas que decidirem adesivar seus veículos com material de campanha — ou utilizá-los em atividades de apoio a candidatos e partidos — precisam redobrar a atenção com as condições de suas apólices de seguro auto. O alerta é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que aponta que a mudança no uso do automóvel pode ser interpretada pelas seguradoras como aumento de risco, com impacto direto na cobertura contratada.
Segundo a entidade, a instalação de adesivos, envelopamentos ou plotagens eleitorais, assim como o uso do carro para transporte de material de campanha, deslocamento de equipes ou apoio logístico, altera o perfil de utilização informado no momento da contratação do seguro. Essa mudança, quando não comunicada à seguradora, pode resultar na recusa de indenização em casos de roubo, furto, colisão ou vandalismo.
A vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da FenSeg, Keila Farias, explica que o mercado segurador avalia esse tipo de uso como fator de maior exposição a sinistros. "As seguradoras avaliam o uso do veículo para fins publicitários ou de apoio como um aumento de risco", afirma a executiva, destacando que a maior circulação em eventos públicos e a exposição a situações de acidente e vandalismo elevam os riscos associados ao veículo.
Danos aos adesivos ficam fora da cobertura padrão
Outro ponto de atenção destacado pela FenSeg é que danos causados diretamente aos materiais de propaganda — adesivos, envelopamentos e plotagens — não costumam estar previstos nas apólices convencionais de seguro automotivo. Prejuízos decorrentes de tumultos, motins ou atos de vandalismo em eventos de campanha também podem se enquadrar em cláusulas de exclusão contratual, o que reforça a necessidade de o segurado verificar as condições específicas de sua cobertura antes de expor o veículo a esse tipo de uso.
Como evitar a perda da cobertura
Para evitar prejuízos, a FenSeg recomenda que o motorista informe a seguradora antes de adesivar o veículo, comunique qualquer alteração no uso do carro durante o período eleitoral, consulte previamente o corretor de seguros caso pretenda prestar serviços a candidatos ou partidos, solicite endosso na apólice quando necessário e verifique se o envelopamento exige atualização de registro junto ao Detran.
A entidade pondera, no entanto, que nem todo adesivo eleitoral compromete automaticamente a cobertura. Se o veículo continuar sendo utilizado apenas para locomoção particular e o adesivo for colocado espontaneamente, dentro dos limites previstos na legislação eleitoral — como o adesivo plástico de até 0,5 metro quadrado ou o microperfurado no para-brisa traseiro —, o contrato de seguro tende a permanecer inalterado. O risco surge quando o automóvel passa a ser efetivamente empregado em atividades de campanha, carreatas ou eventos.
A orientação da FenSeg reforça um movimento que a Insurtalks acompanha de perto: o de aproximar o consumidor da letra fina das apólices em momentos de mudança de rotina — período de festas, viagens de fim de ano e, agora, o calendário eleitoral. Para o setor de seguros, comunicar-se de forma clara com o segurado sobre esses gatilhos é também uma forma de reduzir litígios e fortalecer a confiança no produto.




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