Por que parte da frota urbana segue fora do seguro automotivo?

O crescimento da frota urbana, o aumento do uso de motocicletas e o envelhecimento dos veículos em circulação mudaram a natureza do risco associado ao seguro automotivo nas grandes cidades. Essa foi uma mudança observável nos dados de roubo, furto e frequência de sinistros, que mostra os limites de modelos tradicionais de aceitação e precificação.
Por conta disso, algumas seguradoras optaram por especialização e ajustes operacionais para atender perfis considerados pouco absorvidos pelo mercado. Essa combinação ajuda a compreender por que uma parcela relevante da frota urbana permanece fora do seguro automotivo, em um contexto no qual o risco se concentra em determinados perfis enquanto grande parte das estruturas de aceitação e operação segue ancorada em pressupostos generalistas.
O limite do modelo tradicional para certos perfis
Por muitos anos, a resposta predominante do mercado a esses riscos foi a restrição. Veículos mais antigos, motos utilizadas de forma intensiva e condutores com histórico concentrado em áreas de maior incidência criminal passaram a enfrentar negativas frequentes ou propostas pouco aderentes à realidade econômica desses públicos. O resultado foi a ampliação de uma lacuna de proteção justamente onde a exposição era mais evidente. Esse distanciamento decorreu da aversão ao risco e, além dela, também das estruturas de subscrição e operação pouco flexíveis para lidar com volumes elevados e margens mais ajustadas. No entanto, é possível mudar. A trajetória da Suhai Seguradora oferece um exemplo concreto dessa dinâmica, ao mostrar como decisões de produto, subscrição e eficiência de processos permitem lidar com esse tipo de risco de forma economicamente sustentável e mantendo a operação como eixo de viabilidade.
Especialização como estratégia operacional
A alternativa encontrada por algumas seguradoras foi apostar em especialização. Em vez de tentar absorver todo o espectro do risco automotivo, essas companhias passaram a trabalhar com recortes bem definidos, ajustando coberturas, limites e critérios de aceitação às características desses perfis. Dentro desse arranjo, a Suhai se firmou ao estruturar produtos voltados a situações em que o seguro tradicional tendia a falhar, construindo escala a partir de um entendimento pragmático do risco e de suas implicações financeiras.
Eficiência como condição de viabilidade
Operar nesse segmento exige custos controlados e processos ágeis, por isso, a contratação simplificada, a redução de etapas intermediárias e a ampliação progressiva do portfólio são consequências diretas desse tipo de pensamento. Recursos digitais e automação fazem parte desse percurso como instrumentos de suporte, mas não podem ser entendidos como ferramentas de discurso central. O foco permanece na capacidade de manter a previsibilidade operacional em um ambiente de risco mais concentrado.
Novos arranjos operacionais para absorção do risco
O que se observa, a partir desse conjunto de fatores, é uma adaptação progressiva da indústria seguradora a um risco que está se distribuindo de forma mais heterogênea. A intensificação do uso urbano, a concentração geográfica dos sinistros e a exclusão recorrente de determinados perfis expõem limites operacionais que vão além da simples aversão ao risco e alcançam a própria capacidade das estruturas tradicionais de subscrição e operação. A boa notícia é que experiências como as da Suhai ajudam a ilustrar caminhos possíveis, baseados em especialização técnica, controle de processos e disciplina na aceitação. Essa abordagem mostra que é possível para o mercado de seguros seguir trabalhando para uma organização do seguro automotivo em torno de estruturas capazes de lidar com margens mais estreitas e maior previsibilidade operacional. Esse tipo de ajuste é necessário para que o seguro para que o seguro siga operando dentro de parâmetros econômicos compatíveis com a realidade urbana.


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