Paola Casado fala sobre gestão financeira, imersão na China e os 55 anos da ENS
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"Encerrar essa conversa celebrando os 55 anos da Escola nos dá a certeza de que tradição e inovação caminham juntas por aqui". A afirmação é de Paola Casado, diretora-geral da Escola de Negócios e Seguros (ENS), em entrevista à jornalista Thaís Ruco, durante a gravação do 54º do Insurtalks Cast. Entre os assuntos abordados estavam o lançamento de uma nova Graduação em Gestão Financeira, os detalhes da imersão internacional inédita que levará profissionais brasileiros à China, em 2027, e o momento pelo qual a Escola atravessa ao completar 55 anos de atuação.
Gestão financeira como formação, não como especialidade isolada
O ponto de partida da entrevista foi a decisão da ENS de lançar uma Graduação em Gestão Financeira voltada ao mercado de seguros. Para Paola Casado, a escolha reflete uma transformação que já está em curso no setor. "A importância da gestão financeira está em toda engrenagem que faz uma empresa funcionar, seja ela do setor que for", afirmou.
Casado ressaltou que o mundo corporativo exige, cada vez com mais frequência, profissionais que combinem saberes de distintas áreas. "Saber interpretar balanços, planejar investimentos e otimizar recursos são habilidades essenciais para garantir a longevidade das corporações, das empresas", disse.
Para ela, líderes com formação financeira sólida tendem a ocupar posições estratégicas com mais facilidade, justamente porque lidam com decisões que afetam o futuro das organizações. Ela explicou que, com a implementação do Open Banking, do Open Finance e do Open Insurance, seguros e finanças se articulam em territórios cada vez mais conectados. "Isso cria automaticamente uma necessidade de os profissionais que atuam com seguros terem também conhecimento sobre finanças".
Esse quadro, de acordo com ela, coloca novas exigências sobre quem atua no setor. "Hoje é mandatório que os profissionais de seguros tenham uma visão multidisciplinar da sua atividade", afirmou, acrescentando que isso vale especialmente para o corretor. A especialização técnica continua importante e deve ser valorizada, mas a visão do negócio como um todo tornou-se condição para quem pretende crescer profissionalmente.
Imersão na China: dois anos de negociação, cinco dias em Pequim e Xangai
O segundo tema da conversa foi o programa de imersões internacionais da ENS e, em particular, a novidade que a Escola anuncia para março de 2027: uma imersão inédita na China. "Foram praticamente dois anos de tratativas para que tudo pudesse ser viabilizado", contou Casado.
O programa está marcado para acontecer entre 22 e 26 de março de 2027, em Pequim e Xangai, cidades descritas por Casado como dois dos principais polos de inovação global.
A diretora detalhou que a imersão proporcionará "uma leitura muito aprofundada de como a China vem estruturando um ecossistema altamente integrado de tecnologia, finanças e comportamento do consumidor, com impactos diretos sobre modelos de negócios e que influenciam progressivamente o mercado de seguros como um todo". O roteiro inclui encontros sobre infraestrutura digital, dados de consumo, fintechs e sistemas de pagamento em escala.
Entre as visitas previstas, Casado destacou a Ping An Insurance — conhecida como uma das maiores seguradoras e plataformas financeiras do mundo — e a UnionPay, empresa responsável por conectar bilhões de transações globalmente.
As inscrições já estão abertas, com condições especiais até 31 de agosto, incluindo parcelamento em até dez vezes de US$ 580.
Casado indicou ainda que os detalhes completos do programa estão reunidos no hotsite criado pela Escola especialmente para a imersão.
Agenda internacional em expansão
A imersão na China integra uma ampla programação de treinamentos no exterior. Casado explicou que a ENS mantém em torno de cinco cursos internacionais por ano — limite determinado pela logística e pela estrutura interna de cada programa.
Em 2026, a Escola já realizou três: na Itália, em janeiro; em Nova Iorque, em abril; e em Portugal, em maio. A programação será encerrada em Toronto, no Canadá, em setembro.
Os temas deste ano abrangeram direito do seguro, distribuição e inovação. Para 2027, a meta é manter pelo menos 4 treinamentos. Além da China, a Escola confirmou a continuidade do curso na Itália, em janeiro, e anunciou que haverá pelo menos mais um destino inédito, a ser revelado oportunamente.
Sobre a procura crescente por esses programas, Casado apontou um fator determinante para o sucesso, além do conteúdo técnico: o networking com profissionais de outros países e setores que tangenciam a atividade de seguros. "Muitos deles relatam que geraram negócios por meio dos contatos que fizeram com profissionais que conheceram nas imersões", disse.
Para a diretora, esse retorno é a materialização do que a Escola idealiza ao desenhar um programa educacional: "Ver o impacto positivo acontecendo no funcionamento diário para os nossos alunos não tem preço".
55 anos e planejando as próximas décadas
Casado encerrou a conversa lembrando que a ENS completou 55 anos de atuação em 30 de junho, e reconheceu o momento como ocasião tanto de balanço quanto de reafirmação de compromissos.
A executiva frisou que a Escola chega a esse marco com um modelo de gestão sólido e maduro, que permite planejar as próximas décadas. "Temos um planejamento estratégico muito bem definido, conhecemos o caminho que estamos trilhando e sabemos onde queremos chegar", afirmou.
A diretora atribuiu a credibilidade da ENS junto ao mercado ao histórico de profissionais formados pela instituição e citou um dado concreto como referência: a nota máxima recebida do MEC em cursos de graduação. "Se hoje a Escola desfruta de grande prestígio e credibilidade junto ao mercado, isso se deve aos milhares de profissionais que passaram pelos nossos bancos, que atestaram na prática a excelência do ensino que oferecemos".
Nas considerações finais, Casado projetou o caminho que a ENS pretende seguir: expansão dos serviços educacionais e incorporação de soluções tecnológicas voltadas à formação dos novos talentos do setor. "Nascemos com a vocação de protagonizar o desenvolvimento da indústria de seguros em nosso país", concluiu.


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