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Seguro auto atinge menor índice da série; moto segue em patamar duas vezes maior

Levantamento da Serasa Experian, mostra queda anual de 15,7% no IPSA e de 14,9% no IPSM, com alívio mais consistente nos automóveis e maior oscilação nas motocicletas.
Seguro auto atinge menor índice da série; moto segue em patamar duas vezes maior

O preço relativo do seguro auto chegou em julho de 2026 ao menor patamar da série acompanhada pela TEx, parte da Serasa Experian. Segundo o estudo IPSA + IPSM, Índice de Preços do Seguro de Automóvel e Moto, o seguro auto ficou em 4,3%, enquanto o seguro de moto registrou 8,6%, exatamente o dobro do indicador dos automóveis.

Em 12 meses, o IPSA passou de 5,1% para 4,3%, queda de 0,8 ponto percentual, o equivalente a uma redução de 15,7%. No mesmo período, o IPSM recuou de 10,1% para 8,6%, baixa de 1,5 ponto percentual, ou 14,9%.

Embora os dois segmentos tenham registrado alívio na comparação anual, os movimentos foram diferentes. Entre janeiro e julho de 2026, o seguro auto caiu 8,5%, de 4,7% para 4,3%, alcançando o menor valor de toda a janela analisada. Já o seguro de moto recuou 2,3% no mesmo intervalo, de 8,8% para 8,6%, indicando acomodação em patamar menor, mas ainda mais oscilante.

A distância entre os dois indicadores também diminuiu em 12 meses, de 5,0 para 4,3 pontos percentuais. O resultado combina um cenário de alívio amplo no ano com um comportamento mais previsível para automóveis e mais volátil para motocicletas.

Os dados de julho mostram dois movimentos distintos. No automóvel, a redução vem se consolidando e levou o índice ao menor nível da série. Nas motos, também há um alívio importante em 12 meses, mas o indicador ainda está no dobro do observado para os carros e apresenta maior oscilação no curto prazo. São dinâmicas que precisam ser acompanhadas separadamente”, afirma Rodolfo Brandão, gerente executivo de Seguros da Serasa Experian.

Seguro novo segue mais caro que renovação

O tipo de contratação continuou influenciando o preço do seguro em julho. No seguro novo, o índice ficou em 5,5% para automóveis e 9,4% para motocicletas.

Na renovação realizada por outra corretora, os percentuais foram de 3,0% no seguro auto e 8,0% no seguro de moto. Já a renovação feita pela própria corretora registrou 3,6% para automóveis e 6,7% para motocicletas.

Os dados reforçam que a modalidade de contratação segue como uma variável relevante na precificação, especialmente no segmento de motos, que permanece em patamar superior ao de automóveis em todos os recortes apresentados.

Perfil do segurado separa auto e moto em julho

No recorte por sexo, julho mostrou uma divisão mais ligada ao produto do que ao perfil demográfico. Homens e mulheres tiveram queda no seguro auto, enquanto ambos registraram alta no seguro de moto no comparativo mensal.

No IPSA, o índice masculino caiu para 4,5% e o feminino para 4,0%, os menores valores da janela analisada. A redução mensal foi mais intensa entre as mulheres, com queda de 0,2 ponto percentual, ante 0,1 ponto percentual entre os homens.

Nas motocicletas, o movimento foi inverso. O IPSM masculino subiu para 8,8% e o feminino para 8,3%. A alta não eliminou o recuo acumulado em 12 meses, mas mostrou que o segmento deixou para trás os pisos recentes observados em março e junho.

A idade também continuou pesando na precificação. No seguro auto, todas as faixas etárias ficaram abaixo de julho de 2025 e fecharam julho de 2026 em suas mínimas, ou empatadas com elas. Foi o primeiro recuo simultâneo dos cinco grupos desde dezembro de 2025.

No seguro de moto, todas as faixas também registraram queda na comparação anual, com recuo de 10,6% entre condutores de 18 a 25 anos e de 17,4% entre condutores de 56 anos ou mais.

Em julho, porém, o IPSM teve comportamento dividido: subiu entre as faixas até 45 anos e caiu nas duas faixas mais maduras, sem alterar a hierarquia dos preços por idade.

Região Metropolitana do Rio tem os maiores índices

A localização do segurado permaneceu entre os fatores de maior impacto no preço do seguro. Em julho de 2026, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro registrou 5,6% no seguro de automóvel e 12,0% no seguro de moto, os maiores índices entre as regiões analisadas.

Na comparação com a Região Metropolitana de Fortaleza, que registrou 3,0% no seguro de carro e 7,5% no seguro de moto, o Rio de Janeiro apresentou índice 86,7% maior no automóvel e 60,0% maior na motocicleta.

Entre as demais regiões metropolitanas, São Paulo registrou 4,4% no seguro de automóvel e 11,4% no seguro de moto. Recife ficou em 4,1% no auto e 8,3% na moto. Belo Horizonte marcou 3,9% no seguro de carro e 8,0% no seguro de moto.

Cada seguro é resultado da combinação de diferentes características de risco. Localização, idade do condutor, valor e idade do veículo, entre outros fatores, ajudam a explicar por que perfis aparentemente semelhantes podem encontrar condições bastante diferentes. Por isso, os recortes regionais são importantes para entender a precificação além da média nacional”, explica Brandão.

Veículos mais antigos seguem mais caros para segurar

As características do veículo também continuaram impactando diretamente o valor do seguro. Em julho de 2026, um carro com seis a dez anos de uso registrou índice de 5,7%, 90,0% acima do observado entre veículos zero quilômetro, que ficaram em 3,0%.

O relatório também confirma um padrão consistente no recorte por valor da tabela Fipe: veículos mais baratos concentram percentuais mais elevados de seguro. Além disso, carros de menor valor se mostraram mais sensíveis aos ciclos de risco e precificação, reagindo com mais intensidade às oscilações do mercado.

Em julho, o índice recuou em todas as faixas de valor da Fipe, com destaque para os veículos de R$ 51 mil a R$ 80 mil, que registraram queda de 5,1% no último mês.

Híbridos seguem entre os menores índices e eletrificados ganham espaço nas cotações

Entre os veículos com até dois anos de uso, o comparativo por combustível mostrou que todas as motorizações analisadas mantiveram índices inferiores aos de julho de 2025. A gasolina registrou a maior queda anual, de 4,0% para 3,4%.

Na comparação das médias semestrais, o elétrico apresentou o recuo mais intenso. Já no mês, o comportamento não foi uniforme: o elétrico avançou, a gasolina ficou estável, enquanto diesel e híbrido caíram, indicando acomodação em patamares menores, mas com dinâmicas diferentes entre as tecnologias.

A distribuição das cotações também mostra a permanência da gasolina como principal motorização entre os veículos analisados, ao mesmo tempo em que aponta avanço gradual da diversificação energética. Em julho de 2026, os veículos a gasolina representaram 81,0% do volume total. As alternativas somadas chegaram a 19,0%, sendo 8,8% de elétricos, 6,1% de híbridos e 4,1% de diesel.

A diversificação das motorizações já começa a aparecer com mais clareza nas cotações. Em julho, elétricos, híbridos e diesel somaram 19% do volume analisado. À medida que essas tecnologias ganham presença no mercado, acompanhar sua dinâmica de precificação passa a ser cada vez mais relevante para seguradoras, corretores e consumidores”, avalia Brandão.

No ranking de carros mais cotados pelo TELEPORT em julho, o Chevrolet Onix liderou o volume total, com 5,1%, seguido pelo Hyundai HB20, com 4,4%, e pelo Volkswagen T-Cross, com 4,0%.

Entre os híbridos, o BYD Song foi o mais cotado, com 45,1%. Entre os elétricos, o BYD Dolphin liderou, com 52,2%.

Franquia se mantém em 5,5% e fica acima do patamar de 12 meses antes

O indicador de franquia do seguro auto se manteve em 5,5% em julho de 2026, ficando 5,8% acima do observado 12 meses antes.

No recorte por valor da Fipe, a franquia também variou conforme a faixa de preço do veículo. Em julho, os veículos entre R$ 31 mil e R$ 50 mil registraram índice de 7,3%, 43,1% maior que o observado na faixa de R$ 81 mil a R$ 150 mil, que ficou em 5,1%.

Acesse o estudo completo

O relatório completo do IPSA + IPSM – Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto de julho está disponível gratuitamente para consulta e download.

Postado em
28/8/2026
 na categoria
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