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Estrutura, tecnologia e resposta operacional: a gestão de sinistros da Sancor em um cenário climático mais severo

Nesta entrevista, o gerente de Sinistros da Sancor Seguros detalha os impactos de eventos severos sobre os seguros residencial, auto, vida e patrimonial, os critérios de atendimento e o uso de tecnologia na gestão de riscos.
Estrutura, tecnologia e resposta operacional: a gestão de sinistros da Sancor em um cenário climático mais severo

O aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos, como enchentes, tempestades e vendavais, tem provocado impactos relevantes sobre bens, patrimônios e a rotina das pessoas em diferentes regiões do país. Esse cenário impõe novos desafios às seguradoras, especialmente na gestão de sinistros de seguros residenciais, automóveis, vida e patrimoniais, exigindo respostas mais ágeis, processos bem estruturados e maior uso de dados e tecnologia.

Para aprofundar o tema e explicar como essas mudanças vêm alterando o volume e o perfil das ocorrências atendidas pela Sancor Seguros, Leonardo Marengo, Gerente de Sinistros da companhia, concedeu uma entrevista exclusiva à Insurtalks. Ele detalha como a empresa se prepara para momentos de alta concentração de avisos, o papel da tecnologia na análise de riscos e na condução dos processos, além dos desafios estruturais para ampliar a proteção securitária em um ambiente de riscos cada vez mais complexos. 

Durante a conversa, Marengo também aponta caminhos para fortalecer a capacidade de recuperação de clientes e comunidades diante de perdas cada vez mais recorrentes. Confira abaixo:

Insurtalks: O aumento de eventos climáticos severos tem afetado pessoas, veículos e patrimônios em diferentes regiões. Como isso tem repercutido no volume e no perfil dos sinistros atendidos pela Sancor Seguros?

Leonardo Marengo: Temos observado um crescimento significativo tanto na frequência quanto na severidade dos sinistros, especialmente nos ramos residencial, auto e patrimonial, associados a eventos como enchentes, tempestades e quedas de granizo. Esses eventos tendem a gerar danos mais amplos e concentrados em curtos períodos, impactando simultaneamente muitos segurados. Esse cenário exige da seguradora maior capacidade operacional, análise técnica mais precisa e um modelo de gestão de riscos cada vez mais estruturado para garantir atendimento eficiente e sustentabilidade do negócio.

Insurtalks: Quando enchentes ou tempestades provocam grande concentração de sinistros em um curto intervalo, como a Sancor define as prioridades de atendimento para preservar prazos e transparência no processo?

Leonardo Marengo: Trabalhamos com planos de contingência previamente definidos para esse tipo de situação. Mobilizamos rapidamente nossas equipes internas e, quando necessário, reforçamos o atendimento com profissionais de outras regiões. A prioridade é assegurar comunicação clara, previsibilidade e orientação constante ao segurado. Utilizamos critérios técnicos de triagem, apoio tecnológico e acompanhamento próximo de corretores e parceiros, de forma a manter os prazos e garantir transparência em todas as etapas do processo.

Insurtalks: Quais recursos tecnológicos têm sido mais relevantes na avaliação de riscos e na condução dos sinistros de seguros auto, residenciais e patrimoniais?

Leonardo Marengo: Temos investido fortemente em ferramentas digitais, como laudos eletrônicos, vistorias remotas, georreferenciamento, uso de imagens e inteligência de dados. Esses recursos aumentam a precisão das análises, reduzem subjetividades e proporcionam mais agilidade e padronização aos processos. Além disso, o uso de dados históricos e informações climáticas contribui para aprimorar a subscrição, a precificação e a gestão de riscos, o que é fundamental diante de um ambiente cada vez mais desafiador.

Insurtalks: A atuação da Sancor Seguros tem se destacado pela eficiência na gestão de sinistros. Quais aspectos da estrutura e da estratégia da companhia ajudam a explicar esse posicionamento?

Leonardo Marengo: Esse reconhecimento é resultado de uma combinação de fatores: equipe técnica qualificada, processos bem definidos, investimento contínuo em tecnologia e uma atuação próxima de corretores e parceiros. Nosso foco é oferecer respostas rápidas, processos claros e um atendimento humanizado, especialmente em momentos críticos para o segurado. Mesmo em cenários de alta demanda, buscamos manter agilidade, transparência e consistência nas decisões, o que fortalece a confiança na companhia.

Insurtalks: Diante do aumento dos riscos climáticos e patrimoniais, como o setor segurador pode contribuir para ampliar a proteção e fortalecer a capacidade de recuperação de pessoas e empresas?

Leonardo Marengo: O setor precisa avançar em três pilares principais: educação securitária, inovação em produtos e colaboração entre diferentes agentes do mercado. A conscientização sobre a importância do seguro é essencial, mas também é fundamental oferecer soluções mais acessíveis, aderentes à realidade dos clientes e com processos simples.Além disso, o debate sobre mecanismos de proteção para eventos de grande impacto, como soluções catastróficas e modelos de compartilhamento de risco, é cada vez mais necessário. Na Sancor, acreditamos que o seguro deve ser visto como um instrumento de proteção financeira e social, capaz de apoiar a recuperação de pessoas, famílias e empresas diante de eventos extremos e contribuir para a resiliência da sociedade como um todo.

Postado em
15/1/2026
 na categoria
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