Assistência em um clique, sinistro por áudio e vistoria em minutos: o que a Justos coloca na mão do corretor

A jornalista Thais Rucco abre o 45º episódio do Insurtalks Cast com uma frase que atravessa toda a conversa com Felipe Genovesi, Head de Vendas da Justos:“Indicar uma seguradora nunca é apenas uma venda. Para o corretor, é emprestar sua credibilidade, seu nome, sua relação de confiança com o cliente”. A partir daí, o executivo discorre sobre diversos pontos relacionados a como transformar atendimento e tecnologia em suporte direto ao trabalho do corretor, especialmente nos aspectos mais sensíveis em que a operação costuma consumir tempo e energia.
A entrevista percorre, com exemplos concretos, as escolhas comerciais da companhia para reduzir fricções:do sinistro por áudio à vistoria rápida, passando pela assistência acionada em um clique e pelo desenho de produtos mensal e anual. Para Genovesi, o foco está em preservar a reputação de quem indica, ampliar o espaço de atuação do corretor e garantir que “da porta para dentro” a seguradora assuma o que é operacional.
O corretor como cliente central
Na avaliação de Felipe Genovesi, a relação da Justos com o corretor parte de um princípio simples: “O corretor hoje é o nosso elo único e principal na comercialização do seguro”. A partir disso, ele afirma que a companhia trata essa parceria como compromisso com a reputação construída ao longo de anos.
“O corretor, quando ele vende Justos, além dele estar vendendo o nosso produto, ele vende a própria credibilidade. Então, isso, para mim, é um negócio inegociável”. Para o executivo, o corretor ocupa o centro da experiência, sem que o segurado seja deixado em segundo plano porque, no fim, a entrega ao cliente retorna para quem indicou.
Reclame Aqui como argumento de venda
Ao comentar a conquista do prêmio do Reclame Aqui em 2024, Genovesi descreve o reconhecimento como um elemento que ajuda na conversa comercial. Ele afirma que, para o corretor, o histórico público da marca funciona como prova social, reduzindo o esforço de explicação sobre “o que é a companhia” no momento da indicação. “Hoje em dia, com o cliente digitando Justos Seguros ali no Google, ele já tem tudo isso na mão. Ele vê a nossa credibilidade”. Na leitura do executivo, a transparência do histórico, somada à possibilidade de compartilhar links e referências, dá respaldo ao corretor para avançar na venda com menos atrito.
Sinistro por áudio em até quatro minutos
Quando o assunto entra em tecnologia, Genovesi explica a identidade da empresa com uma frase direta: “A gente nasceu com uma empresa de tecnologia que vende seguros. No final, é isso”. Em seguida, ele aponta o sinistro como um dos pontos de maior desgaste operacional para corretor e cliente. “Quem aqui ama abrir sinistro? Ninguém levanta a mão”. A resposta vira gancho para detalhar o processo: “O cliente consegue abrir um sinistro em até quatro minutos, por uma mensagem de voz, gravada no próprio aplicativo”. Segundo ele, a seguradora monta o relatório e entrega ao corretor para validação, com o objetivo de liberar tempo para a atividade comercial.
Vistoria automatizada e venda fora do horário comercial
Outro exemplo citado é a vistoria automatizada por inteligência artificial. Genovesi afirma que o procedimento foi desenhado para reduzir dependências e acelerar a operação: “Nossa vistoria é aprovada em poucos minutos. São cinco fotos que o cliente tira do veículo”. Ele também relata que a vistoria em si pode ser feita rapidamente e que a aprovação ocorre em seguida.
Ele associa essa automação à liberdade de venda: “A gente consegue ter o corretor vendendo no sábado, no domingo, no carnaval que acabou de passar, uma páscoa, um natal”. A ideia, diz o executivo, é não perder oportunidade por limitações de horário e manter a seguradora disponível quando o corretor decide comercializar.
“Resolver a bronca” sem transferir responsabilidade
Ao ser perguntado se a seguradora “resolve a bronca” para o corretor, Genovesi responde sem rodeios: “Dá para dizer”. Ele critica um hábito que atribui a parte do mercado: “As seguradoras ficaram mal acostumadas”. Na explicação, algumas companhias transferem para o corretor tarefas ligadas a cobrança, assistência e sinistro, como se a comissão justificasse essa carga.
A Justos, afirma, busca operar de outra forma: “A gente não está aqui para transferir a responsabilidade”. E resume o recorte do papel do corretor: “O que a gente precisa de fato é que você construa um bom relacionamento com o seu cliente e com o que você vende. De resto, da porta para dentro, pode deixar que a gente cuida”.
Assistência com geolocalização e acompanhamento em tempo real
Dentro desse desenho, a assistência aparece como vitrine de experiência. Genovesi cita acionamento simples e rastreamento: “Você pede com um clique no aplicativo. A gente vê por geolocalização o seu ponto”. Ele descreve o acompanhamento do prestador a caminho do cliente como parte do padrão de entrega, usando uma comparação cotidiana: “Isso aqui é igual quando você pede o seu açaí à tarde e você vê um entregador chegando”.
Para ele, a referência é um modo de traduzir previsibilidade e tempo de resposta, especialmente quando o cliente está vulnerável e precisa de amparo.
Opção para o corretor atuar, sem imposição
Apesar do discurso de tirar o operacional do caminho, Genovesi diz que o corretor não é impedido de atuar quando entende que isso agrega valor. Ele cita exemplos: se o corretor prefere abrir o sinistro, pedir guincho ou conduzir etapas do atendimento, a empresa oferece suporte e ferramentas para isso. “Se o corretor sentir que ele agrega valor fazendo isso, (…) ele tem tapete vermelho para fazer sinistro aqui também”. A ideia, afirma, é manter o corretor no controle da relação com o cliente, com a seguradora pronta para assumir o que for necessário quando o parceiro quiser delegar.
Produtos mensal e anual para diferentes perfis e competição com alternativas
No bloco sobre produto, Genovesi explica como a oferta mensal e anual foi pensada para dar flexibilidade ao corretor diante de perfis distintos de clientes. Ele cita mudanças regulatórias ligadas às associações de proteção veicular e afirma que esse público tende a buscar alternativas ao seguro tradicional, exigindo preparo das seguradoras.
Sobre o produto mensal, ele destaca que não compromete renda a longo prazo, pode ser cancelado quando o cliente quiser e permite ajustes de um mês para o outro. Ele também descreve o formato como porta de entrada para um seguro completo, dentro do padrão regulado: “Acaba sendo o produto degustação de um produto compreensivo completo, ‘susepado’, bonitinho ali”.
No anual, aponta atributos de um modelo mais tradicional, com ajustes na proposta e benefícios ligados ao comportamento do cliente, além de assistência periódica: “É um produto que o cliente se dirige bem, ele tem recompensa por isso”. Para Genovesi, ter as duas opções reduz perdas para alternativas como APVs e outras modalidades fora do padrão regulado.
Escuta contínua e construção conjunta
Ao falar sobre parceria, o executivo resume em duas palavras: “acesso” e “transparência”. Ele afirma que a Justos oferece ao corretor visibilidade sobre a jornada do cliente e reforça que parte do produto nasce da escuta: “Tudo que a Justos é hoje é porque a gente consultou o corretor, porque a gente buscou o corretor, porque a gente entendeu as principais dores do corretor para construir o nosso produto”.
Ele detalha dois caminhos para essa escuta: um canal informal, com “time de rua” em contato constante com corretores e trazendo percepções para comitês internos; e um canal formal, com pesquisas que alimentam um roadmap de desenvolvimento. O objetivo, segundo ele, é manter evolução contínua e reduzir atritos na aceitação e no atendimento.
O que vem pela frente: tecnologia com “humanidade” e menos carga operacional
No encerramento, Genovesi afirma que a prioridade é manter o que já funciona e aprofundar a combinação entre tecnologia e atendimento. “Continuar fazendo o que a gente faz bem: escutar o corretor, a gente ser tecnológica sem perder a humanidade nos processos e nas tratativas”. Ele também aponta foco em melhorar o processo de aceitação, a partir do que os corretores sinalizam e em reduzir ainda mais o operacional.
“A gente tem a tecnologia para facilitar mais a vida do corretor e diminuir cada vez mais o operacional para que ele foque em vender e lembre da gente”. Para ele, a consequência passa, inevitavelmente, pela experiência do segurado. E resume o objetivo que orienta a estratégia comercial: sustentar uma parceria em que a reputação do corretor seja preservada quando a seguradora é chamada a entregar.



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