Inovação

Direção monitorada, escolhas conscientes:o que a experiência da Justos revela sobre comportamento no trânsito

O CEO da Justos analisa o aprendizado obtido a partir de milhões de quilômetros monitorados pela plataforma e explica de que forma recompensas, ajustes digitais de cobertura e suporte contínuo melhoram a experiência do seguro auto.
Direção monitorada, escolhas conscientes:o que a experiência da Justos revela sobre comportamento no trânsito

Dhaval Chadha, conversou com a Insurtalks sobre o que os dados coletados pela Justos Seguros mostram a respeito do comportamento dos motoristas brasileiros e sobre como a tecnologia pode influenciar hábitos no trânsito. A partir de informações obtidas ao longo de mais de 160 milhões de quilômetros percorridos por segurados da plataforma, o executivo analisa mudanças observadas na condução dos usuários, como redução de velocidade média, menor uso do celular ao volante e melhorias na forma de frear e realizar curvas.

Na conversa, Chadha também detalha como a telemetria baseada nos sensores do celular foi incorporada ao seguro auto como ferramenta de acompanhamento da direção, permitindo que o motorista visualize seu próprio desempenho ao volante e receba orientações para aperfeiçoar a condução. O executivo explica ainda como o Programa de Recompensas da empresa associa direção prudente a benefícios práticos e de que maneira essa estratégia amplia a noção de mobilidade protegida, inclusive quando a escolha mais segura é deixar o carro parado.

O CEO aborda ainda a flexibilidade de contratação e revisão de coberturas diretamente pelo aplicativo, o papel da experiência digital no atendimento em momentos de maior pressão nas estradas e as expectativas do consumidor em relação a um seguro que acompanhe decisões de mobilidade em tempo real. Confira, a seguir, os pontos mais importantes da conversa.

Insurtalks: O Carnaval concentra alguns dos padrões de direção mais desafiadores do ano. O que os dados da Justos revelaram sobre o comportamento dos seus segurados nesse período e o que isso diz sobre o papel da tecnologia em formar motoristas mais conscientes? 

Dhaval Chadha: O Carnaval é um dos momentos em que mais fica evidente por que a Justos existe. O contexto muda: a cidade, a rota, o horário, o estado emocional e o comportamento ao volante muda junto. O que a gente aprende com isso é que segurança no trânsito não é uma característica fixa de uma pessoa. É algo que se constrói com informação, com incentivo e com tempo. 

Os nossos dados mostram exatamente isso. Em um ano com a Justos, 30% dos motoristas reduziram a velocidade média, 24% pararam de usar o celular ao volante e 26% melhoraram a forma de frear e fazer curvas. E essa evolução não vem de punição, vem de uma relação contínua em que o motorista entende o impacto do próprio comportamento e recebe reconhecimento por melhorar. Já acompanhamos mais de 160 milhões de quilômetros rodados pelos nossos clientes. Esses dados nos dizem que o motorista brasileiro quer dirigir bem. Às vezes, ele só precisa de alguém do lado que acredite nisso.

Insurtalks: A Justos defende que a seguradora pode ser uma aliada ativa na formação de motoristas mais seguros. Como essa visão se traduziu em resultados concretos e de que forma a tecnologia tem transformado prevenção em parte real da experiência do seguro? 

Dhaval Chadha: Quando a gente criou a Justos, a pergunta central era: e se o seguro auto fizesse mais do que pagar quando algo dá errado? E se ele ajudasse a evitar que algo desse errado?  A tecnologia de telemetria que usamos, baseada nos sensores do celular, avaliando aceleração, velocidade, curvas, frenagem e foco na direção não está ali para vigiar ninguém. Está ali para criar um espelho. O motorista vê como está dirigindo, recebe dicas para melhorar e é recompensado quando evolui. Após seis meses na plataforma, a melhora média no score de direção é de 2,5%. Após dois anos, chega a 5%. Após três anos, pode ultrapassar 10%. Esses não são dados de campanha são dados de uma relação que funciona. A tecnologia, nesse caso, é o meio. O fim é um trânsito melhor para todo mundo. 

Insurtalks: O Programa de Recompensas conecta direção prudente a benefícios como vouchers de transporte por aplicativo. De que maneira isso ampliou a noção de mobilidade protegida para além do próprio carro segurado durante o feriado?

Dhaval Chadha: O trânsito muitas vezes parece uma arena de punição. Multa aqui, blitz ali. A gente quis virar essa lógica. Se você dirige bem, você merece ser reconhecido por isso — de verdade, com benefícios que fazem sentido na sua vida. 

Desde que a Justos nasceu, já distribuímos mais de R$5.5 milhões em prêmios para nossos clientes, vouchers de Uber, McDonald 's, pontos Livelo, KMs no Abastece-a, etc. 

Hoje, 88% da nossa base ativa participa do Programa de Recompensas. No Carnaval, isso ganhou uma dimensão extra, porque muitas vezes a decisão mais segura é justamente não pegar o carro. E o nosso programa reconhece isso também. Quem escolheu o Uber no lugar do volante durante o feriado também estava fazendo parte de um trânsito melhor. 

Insurtalks: A digitalização dos ajustes de cobertura permite revisões de apólice de forma ágil. Como essa flexibilidade impactou a relação do segurado com o produto no período do Carnaval e o que ela revela sobre a percepção de proteção ao longo do ano? 

Dhaval Chadha: Toda pessoa que contrata um seguro espera não precisar usar. Isso pode criar a sensação de estar pagando por algo que não existe de verdade, um papel na gaveta. A Justos foi pensada para mudar essa percepção. 

Oferecemos tanto o seguro anual quanto a opção mensal, sem fidelidade e sem carência para que cada pessoa escolha o modelo que faz mais sentido para o seu momento. E independente da modalidade, os ajustes de cobertura são feitos pelo app, sem burocracia, sem ligação, sem espera. Isso faz com que o segurado deixe de ser passivo e passe a ter uma relação ativa com a própria proteção. No Carnaval, isso se traduziu em pessoas revisando coberturas antes de pegar a estrada checando se estavam bem protegidas para uma viagem diferente do cotidiano. Esse comportamento é exatamente o que a gente quer estimular: não só reagir ao risco, mas se preparar para ele. 

Insurtalks: O feriado prolongado colocou à prova a estrutura de atendimento das seguradoras. Que papel a experiência digital e o suporte contínuo exerceram na confiança dos segurados durante os dias de maior tensão nas estradas? 

Dhaval Chadha: Na Justos, o acionamento de sinistro é feito por áudio no app, pelo próprio segurado ou pelo corretor:: sem formulário, sem fila, sem call center. O guincho é rastreado em tempo real, como um pedido de delivery. E o atendimento funciona 24 horas, sete dias por semana. Feriado não muda isso. Porque para quem bate o carro numa estrada desconhecida à madrugada, o que importa é saber que tem alguém do outro lado de verdade, na hora que precisa. 

Insurtalks: O Carnaval concentrou picos de exposição e exigiu decisões rápidas do motorista. Que tipo de pressão esse período exerceu sobre o próprio desenho do seguro auto e o que ele apontou sobre as expectativas do consumidor em relação a proteção e mobilidade hoje? 

Dhaval Chadha: O Carnaval nos lembra por que o seguro precisa evoluir. O consumidor evoluiu ele não quer mais um produto que só aparece quando algo dá errado. Ele quer saber, em tempo real, que está protegido. Quer que o seguro acompanhe a vida dele, não o contrário. 

O que a gente vê nos dados é que, quando existe uma relação contínua entre o motorista e a plataforma, o comportamento muda. As pessoas dirigem melhor, fazem escolhas mais seguras e passam a enxergar o seguro como parte de uma decisão consciente de mobilidade não como uma obrigação. Criamos a Justos pensando em mudar o seguro de dentro para fora: mais encantador, mais acessível e, como o nome diz, mais justo. O Carnaval só reforça que esse propósito não é opcional. É o que o mercado está pedindo e o que o trânsito brasileiro precisa.

Postado em
20/3/2026
 na categoria
Inovação
Deixe sua opinião

Mais sobre a categoria

Inovação

VER TUDO