95% das obras sem seguro: a maior oportunidade que o corretor ainda não enxergou

Em um dos painéis mais reveladores do TRENDS 26, o maior evento de inovação do mercado segurador brasileiro, Diego Alves, Gerente de Riscos de Engenharia da Yelum, abriu sua apresentação com uma pergunta simples para a plateia: quem aqui já fez um seguro de risco de engenharia? Poucas mãos se levantaram. A cena, por si só, resumiu o problema — e a oportunidade.
O seguro de risco de engenharia é um dos produtos mais subexplorados do mercado segurador brasileiro. Enquanto o seguro de automóvel já alcançou 30% de penetração — e ainda assim é considerado baixo em relação ao potencial — o seguro de engenharia mal chega a 5% das obras no país. Em algumas regiões, segundo levantamentos junto aos sindicatos da construção, o índice é ainda menor. E o motivo principal, segundo Diego, não é falta de demanda. É desconhecimento.
“A gente identificou que muito desse baixo índice é por desconhecimento dos segurados sobre o que o seguro realmente atende e quais coberturas podem ser contratadas. Não falta obra. Falta abordagem.”
O produto que protege milhões pelo preço de um seguro de auto
O argumento mais poderoso da apresentação de Diego foi também o mais simples: o seguro de risco de engenharia custa entre 0,1% e 0,3% do valor em risco. Na prática, isso significa que um prédio avaliado em R$ 30 ou R$ 40 milhões pode ser segurado por um valor equivalente ao de um seguro de automóvel convencional.
O cliente que constrói esse prédio já conhece o corretor. Já tem apólice de auto, talvez de frota, talvez de vida. A obra está lá, visível, na carteira — e o seguro que a protege nunca foi ofertado. Num único evento — uma chuva fora de hora, um deslizamento, um incêndio, um acidente com óbito — todo aquele patrimônio pode ser comprometido. E a empresa, já pressionada pela taxa de juros elevada, não tem condições de absorver esse impacto sozinha.
“Quando você vai ver o seguro de um prédio de R$ 40 milhões, às vezes o preço é o de um seguro de automóvel. Num único evento, a empresa não pode suportar o problema financeiro que pode ser gerado. É extremamente importante.”
Diego também lembrou que o Brasil é um dos países com maior índice de acidentes em obras do mundo. As coberturas disponíveis no seguro de engenharia vão muito além dos danos materiais: incluem responsabilidade civil por óbito, danos a terceiros, eventos da natureza, roubo e furto de equipamentos e até o desmoronamento de estruturas. Um portfólio de mais de 30 coberturas que a maioria dos corretores simplesmente desconhece.
Quase R$ 1 trilhão no PAC: o maior argumento de venda do mercado
Se o desconhecimento é o problema, o contexto macroeconômico oferece o argumento. Desde 2023, o governo federal investiu quase R$ 1 trilhão através do novo PAC — o Programa de Aceleração do Crescimento — em segmentos que demandam diretamente o seguro de risco de engenharia.
O volume de obras é expressivo e distribuído por todo o território nacional. No segmento de moradia, o Minha Casa Minha Vida carrega um déficit de mais de 5 milhões de habitações a serem construídas. Na área de energia, a expansão da geração solar e eólica acelera obras em regiões que até pouco tempo não tinham esse tipo de infraestrutura. No saneamento básico, mais de 40% da população brasileira ainda não tem acesso — e esse número representa décadas de investimento pela frente.
Para o corretor, cada obra é um cliente potencial. Cada construção na carteira é uma apólice que ainda não existe. E o corretor que chegar primeiro — com conhecimento do produto e disposição para fazer a abordagem — vai ocupar um espaço que dificilmente será tomado depois.
Mudanças climáticas e o Super El Niño: o argumento que ninguém pode ignorar
Um dos pontos mais urgentes da apresentação de Diego foi o impacto das mudanças climáticas sobre a precificação e a relevância do seguro de engenharia. Os eventos climáticos catastróficos cresceram mais de 200% nos últimos quatro anos. Ciclones que antes ocorriam duas ou três vezes por ano na região Sul do Brasil hoje acontecem com frequência quase semanal.
Esse cenário cria um desafio técnico complexo para as seguradoras: como precificar uma apólice de cinco ou seis anos de vigência olhando para dados históricos que já não refletem a realidade atual? Com o INCC subindo muito acima do IPCA e eventos climáticos cada vez mais severos e imprevisíveis, o cálculo de franquia e prêmio exige ferramentas que o mercado ainda está desenvolvendo.
“Só os eventos climáticos catastróficos cresceram mais de 200% nos últimos 4 anos. Como vou precificar olhando para trás se tenho que olhar para o cenário futuro? Esse é o nosso maior desafio técnico hoje.”
E o Super El Niño — previsto como o mais intenso desde as décadas de 1970 e 1980 — entra como argumento de venda concreto e imediato. Para o corretor, a conversa com o cliente sobre risco de engenharia nunca foi tão fácil de iniciar: basta ligar a televisão. A natureza está fazendo o trabalho de conscientização que o mercado não conseguiu fazer sozinho em décadas.
A Yelum do lado do corretor: engenheiros no sinistro, cotação online
Consciente de que o seguro de engenharia é um produto que a maioria dos corretores não lida no dia a dia, Diego apresentou o suporte concreto que a Yelum oferece para reduzir essa barreira de entrada.
A empresa disponibiliza mais de seis produtos com cotação online — cobrindo desde reformas e instalações até obras de grande infraestrutura. Além disso, mantém um time especializado de engenheiros dentro do quadro de sinistros, capaz de atender o corretor tanto na orientação comercial quanto no acompanhamento presencial do sinistro — levando ao local toda a documentação e o suporte técnico necessário para a regulação.
Para o corretor que nunca vendeu engenharia, esse suporte muda o cálculo do risco. Não é preciso dominar todas as 30 coberturas de cor. É preciso identificar o cliente, fazer a abordagem e acionar o time especializado que vai ajudar a fechar o negócio e cuidar do pós-venda.
“O corretor não precisa lidar com esse produto todos os dias para vendê-lo. A gente tem um time especialista para ajudar vocês a entender a melhor solução de negócio e atender o sinistro junto com vocês.”
Diego encerrou com um convite direto: a Yelum está disponível para treinamentos com corretores e assessorias em todo o Brasil. O objetivo é simples — e urgente: transformar o desconhecimento que mantém 95% das obras desprotegidas em conhecimento que abre uma das maiores janelas de crescimento que o corretor brasileiro tem à disposição hoje.


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