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Quando as regras de negócio passam a estruturar a operação de seguros e organizam decisões de subscrição, preço e governança

A centralização sistematizada de regras de aceitação e cálculo vem ganhando espaço no dia a dia das seguradoras, reduzindo a evasão de receitas apresentando resposta prática a problemas de consistência, velocidade e controle.
Quando as regras de negócio passam a estruturar a operação de seguros e organizam decisões de subscrição, preço e governança

Em operações de seguros, alguns entraves estão na formulação de estratégias, mas são poucos e raros se comparados aos que costumam aparecer na execução cotidiana. Responder às demandas de mercado através do ajuste de critérios de aceitação, alinhamento de preços entre canais, resposta a picos de demanda e manutenção da coerência operacional em produtos distintos são comumente os maiores desafios. É nesse ponto que a automação e acesso a mudanças de parâmetros de decisão podem determinar o sucesso do negócio.

Recentemente, uma seguradora de grande porte, com atuação nacional, passou a operar Abaccus com 17 motores de regras de negócio e cálculo distribuídos entre diferentes linhas de produtos. A iniciativa parte da necessidade de modernizar o ferramental técnico e organizar decisões que, até então, estavam fragmentadas entre sistemas, equipes e fluxos operacionais distintos.

Onde as regras se perdem e por que isso importa

Grande parte das seguradoras convive com regras de negócio espalhadas em ambientes diversos: planilhas, sistemas transacionais, pacotes e legados. Esse desenho cria demanda excessiva para a área de tecnologia, reduzindo a produtividade com o enfileiramento de ajustes simples, além de divergências frequentes entre o que o atuário e times de produto definem, o que o corretor vê e o que o sistema interno aceita.

Esse tipo de desalinhamento gera efeitos conhecidos: lentidão na resposta ao mercado, retrabalho operacional, risco de erro em cálculos sensíveis e dificuldade para escalar volume sem comprometer controle. Em períodos de alta demanda, esses gargalos se tornam ainda mais evidentes. É nesse contexto que plataformas de centralização de regras passam a ocupar um papel funcional dentro da cadeia de seguros.

A Abaccus como núcleo de regras e cálculos

A Abaccus atua como um núcleo central onde regras de negócio e motores de cálculo são estruturados, versionados e publicados de forma única, podendo ser reutilizados em diferentes produtos e linhas. Em vez de replicar lógica em múltiplos sistemas, a seguradora passa a operar com fontes consistentes de decisão.

No caso recente, a robustez do sistema permite a gestão de 17 motores de cálculo complexos sem preocupações com aspectos de performance e capacidade.

Essa abordagem reduz o intervalo entre decisão do atuário em resposta ao mercado e a aplicação prática, ao mesmo tempo em que amplia a visibilidade e governança sobre mudanças em regras sensíveis.

Aplicações no dia a dia da operação

A centralização das regras tem impacto direto em áreas como:

  • Subscrição, ao organizar critérios de aceitação, exceções e limites;
  • Precificação, ao estruturar cálculos tarifários e fatores de risco;
  • Multicálculo e canais digitais, garantindo que todos operem sob a mesma lógica;
  • Automação de decisões, com menor dependência de análises manuais;
  • Governança, com controle de versões, rastreabilidade e auditoria.

Esses usos são particularmente relevantes em produtos de alto volume e resposta rápida, nos quais atrasos ou inconsistências afetam a conversão e experiência do cliente.

Ganhos operacionais observáveis

Ao concentrar regras e cálculos em um ambiente único, as seguradoras conseguem reduzir gargalos recorrentes, como divergência de preços entre canais, lentidão para ajustes tarifários e acúmulo de demandas simples na área de TI. Em operações que adotaram esse modelo, decisões passaram a ser executadas em ciclos muito mais curtos, ampliando a capacidade diária de análise e subscrição.

Em experiências já consolidadas no mercado, como o caso da Sura Seguros, a centralização contribuiu para ganhos de eficiência operacional, refletindo diretamente na produtividade das equipes e na redução de custos associados a retrabalho e correções manuais.

Um exemplo direto da operação

Em um produto de seguro auto, a alteração de um fator de cálculo ou critério de aceitação costuma envolver múltiplos sistemas e validações sequenciais, o que pode levar semanas até a aplicação completa da mudança.

Com um motor centralizado, o ajuste é realizado em minutos, validado e publicado de forma simultânea para multicálculo, corretores, canais digitais e sistemas internos. O resultado é agilidade com consistência, sem o risco de versões conflitantes circulando na operação.

O que esse movimento indica para o setor

Com os produtos se tornando mais dinâmicos e orientados por dados, cresce a pressão por decisões rápidas, ajustáveis e explicáveis. A competitividade das seguradoras tende a depender cada vez mais da capacidade de testar modelos de precificação, revisar critérios de subscrição em ciclos curtos e manter controle sobre regras que impactam diretamente no risco e resultado.

Velocidade sem governança amplia exposição a erro. Governança sem agilidade limita resposta ao mercado. A organização das regras de negócio passa, assim, a ocupar um lugar estrutural na operação como base para sustentar crescimento com previsibilidade. Em um cenário assim, plataformas como a Abaccus passam a integrar a infraestrutura operacional das seguradoras, permitindo que decisões críticas sejam tratadas como ativos organizados, auditáveis e alinhados à realidade do negócio.

Postado em
21/1/2026
 na categoria
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