AKAD amplia estratégia para fintechs e instituições financeiras no mercado de seguros

Por movimentar dinheiro, dados, crédito, pagamentos, depender de tecnologia e, por isso, acumular riscos que precisam ser avaliados,uma fintech já tem uma relação com o seguro por causa do próprio negócio. Além dessa questão, há também clientes entrando e saindo dessas plataformas todos os dias para efetuar operações financeiras ou administrar seus negócios. A atuação da AKAD nesse mercado parte dessa dupla possibilidade: proteger as empresas financeiras em suas próprias exposições e desenvolver, com elas, caminhos para levar seguros às suas bases de clientes.
A estratégia reúne a proteção das próprias empresas do setor e o desenvolvimento de modelos que permitam utilizar seus canais digitais e sua base de clientes na distribuição de seguros, duas frentes que colocam o corretor diante de negócios com características distintas e exigem conhecimento sobre a operação do parceiro antes da definição das coberturas ou da forma como uma nova oferta será inserida em sua plataforma.
No primeiro caso, a diversidade de atividades exercidas pelo setor ajuda a explicar por que uma única apólice nem sempre encerra a análise. Empresas que atuam com meios de pagamento, crédito, investimentos ou serviços financeiros digitais lidam simultaneamente com responsabilidades ligadas à gestão, tecnologia, prestação de serviços, segurança da informação e continuidade da operação, o que pode levar à combinação de linhas como Cyber, D&O e E&O de acordo com as exposições identificadas em cada negócio.
A AKAD já inclui fintechs, bancos e instituições financeiras entre os públicos atendidos por sua solução Cyber e mantém em seu portfólio produtos de responsabilidades e seguros voltados a empresas, além de uma estrutura de subscrição destinada à avaliação desses riscos.
Quando a empresa protegida também se torna um canal
A relação com o mercado financeiro abre outra possibilidade quando o seguro é analisado para além da ótica dos riscos da instituição e entra na própria jornada de seus clientes. Uma fintech pode reunir diversos usuários que chegam à plataforma para contratar crédito, realizar um pagamento, administrar uma empresa ou movimentar recursos, criando pontos de contato nos quais determinadas proteções podem fazer sentido desde que exista correspondência entre produto, público e momento da relação.
É nessa frente que entram produtos como Prestamista e soluções voltadas a pequenas e médias empresas ou pessoas físicas, cuja distribuição pode ser integrada ao ambiente utilizado pelo cliente em vez de exigir uma jornada independente. Esse modelo depende de tecnologia, mas começa antes da integração dos sistemas, já que a definição do seguro pressupõe compreender quem forma aquela base, por que essas pessoas ou empresas utilizam o serviço financeiro e em quais situações uma proteção conversa com a necessidade que as levou até ali.
A AKAD já trabalha com APIs e páginas customizadas que permitem integrar a contratação aos ambientes de parceiros. De acordo com a apresentação institucional da companhia, a estrutura contempla diferentes modelos de conexão tecnológica e permite que cotação, contratação e emissão sejam incorporadas a páginas ou sistemas externos.
A experiência da seguradora com esse formato inclui projetos com empresas do setor financeiro. Em 2025, por exemplo, a AKAD anunciou com a Stone um seguro destinado aos empreendedores que utilizam os serviços da fintech, com contratação integrada à relação já mantida pelo cliente com a empresa.
O corretor como protagonista na construção da solução
As duas vertentes reservam funções diferentes ao corretor. Na proteção da fintech, sua atuação envolve compreender como a empresa opera, quais responsabilidades acompanham aquela atividade e como as exposições se modificam com o crescimento do negócio. Em projetos de distribuição, o trabalho também envolve a construção da oferta, porque produto, público, momento de contratação e experiência digital precisam conversar entre si.
Essa combinação explica por que a AKAD pretende desenvolver sua presença no segmento em conjunto com os corretores, utilizando sua estrutura de subscrição, seu portfólio e seus recursos de integração tanto na proteção das empresas financeiras quanto na criação de projetos destinados às bases atendidas por elas. A proposta é que essa construção parta das particularidades de cada parceiro, permitindo estruturar modelos que possam ganhar escala sem perder a conexão com o negócio, com o perfil dos clientes e com a forma como cada instituição se relaciona com sua base. Nesse desenho, o corretor participa desde a leitura das exposições até a definição de como o seguro pode ser incorporado à operação, aproximando o mercado segurador de um ecossistema financeiro que reúne diferentes oportunidades de proteção e distribuição.







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